Edição Extra CMO Summit
Branding Blend #32 Insights e Reflexões sobre CMO Summit 2026
Olá, Brander! Espero que você esteja muito bem.
Seja bem-vindo(a) à nossa mesa. E hoje no cardápio quero te contar sobre o CMO Summit 2026, a sétima edição do maior evento de Marketing do Brasil.
Foi minha primeira vez no evento e eu achei muuuito legal. A estrutura toda foi muito boa, um espaço gostoso, bem organizado, bonito. A parte técnica funcionou muito bem, os atendentes, voluntários muito educados, sabendo orientar quando preciso. Eu estou falando isso, porque parece bobeira, mas isso tudo para qualquer evento é fundamental, fazer o básico com excelência é o mínimo que se espera de um evento não só desse porte, mas qualquer um, certo?
Prato Principal: As principais palestras
Confesso que eu assisti mais as mesas redondas do que as palestras principais, mas te conto quem esteve por lá. A primeira e muito esperada foi da Louise Rossetti, Diretora de Marketing e Comunicação da H&M Brasil. Essa eu assisti e acompanhei na época do pré lançamento a estratégia da marca no Brasil. Foram 10 anos de estudo de mercado brasileiro para tomar a decisão de entrar e ficar, por que já tivemos outras grandes marcas que não conseguiram aguentar a nossa realidade super desafiadora de logística, impostos, sazonalidade, datas comerciais, etc. Um exemplo mais recente foi a Forever 21.
A H&M é uma gigante de fast fashion, fundada na Suécia - o nome original era apenas "Hennes" (dela, em sueco), mudando para H&M após a aquisição da marca de artigos de caça e pesca Mauritz Widforss. A marca está presente em 81 mercados e tem mais de 4100 lojas físicas e seu posicionamento é oferecer uma moda de qualidade e acessivel. Em 2024 fez um rebranding global onde fortaleceu muito a conexão com a música e foi esse posicionamento que exploraram aqui no Brasil.
A campanha de lançamento - Ritmos do Brasil - contou com 36 artistas muito conhecidos como Gil e Anitta e outros que estão surgindo, mas já com destaque na cena brasileira.
A escolha dos artistas foi feita com base em relevância de território e principalmente alinhamento de valores, reforçando o senso de comunidade e diversidade.
A marca espalhou experiências pela cidade de São Paulo como uma estrutura de auto falantes de quase 3 metros de altura em algumas festas super badaladas da cidade. Fez também um evento musical com Tyla, Gilberto Gil, Anitta e Agnes Nunes onde levou convidados especiais e membros do Clube H&M, programa de fidelidade da marca.
Luis Justo apresentou o case do Rock in Rio, Luciana Ceccato da Uber, André Abramo L’Occitane, Filipe Reis Starbucks no Brasil e Bruno Bianchini da CNN Brasil falaram sobre como marcas globais se adequam para conquistar os brasileiros - não assisti essa palestra mas vou buscar conteúdo para trazer esse tema para você.
João Branco deu mais um show com uma palestra inspiradora para lançar seu novo livro - O Cliente Percebe - obviamente o tema é foco no cliente. E aqui, trago alguns pontos de destaque que essa palestra teve em comum com várias outras:
Diferenciação - um tema super recorrente e que eu falo aqui sempre - se você não sabe no que você é bom e comunica isso, está fadado à guerra de preço.
Querer a “solução mais fácil”e copiar o concorrente porque deu certo pra ele, menos diferente você fica.
O tradeoff mais difícil do mundo para muitas marcas, principalmente as pequenas e médias é entender que VOCÊ NÃO É PARA TODO MUNDO. Por mais que você queira, por mais que seu produto ou serviço seja universal - veja como as cervejas se diferenciam, as águas se diferenciam até marcas de papel higiênico se diferenciam para atendem públicos diferentes. Se você quiser atender todo mundo, vai permanecer genérico e não vai se destacar em nada.
Marca Pessoal nos Holofotes
Tiveram várias mesas sobre Autoridade, Influência e Branding e todas reforçaram temas e direcionamentos que eu trago aqui para você toda quarta-feira (essa aui é uma edição extra, lembra?) e nas minhas redes sociais.
Quando a gente fala de autoridade, reconhecimento e valorização, a gente não está falando só de salários melhores - de novo - o dinheiro é consequência, ele vai chegar se você construir sua carreira e seu legado com consistência e verdade. Mas pense que todos os participantes das mesas e palestras estavam lá por serem reconhecidos como autoridade e relevância nas suas posicões. Não quero dizer que é só essa a maneira de ser reconhecida, mas é uma delas - precisa ser num mega evento? Claro que não, mas você pode ser palestrante na sua cidade, na sua comunidade, no seu mercado.
É no offline que a sua reputação é construída
Principais reflexões:
Pensamento de líder - autenticidade e estratégia sem ser autopromoção
Chat GPT fabrica autoridade, mas é no offline, onde você entrega quem você é e o que você faz.
Autenticidade não ser qualquer coisa diferente - se você pendurar uma melancia no pescoço você está sendo diferente, mas isso agrega o que para você ou para seu ecossistema?
Reputação executiva - muuuito falado e ainda pouco entendido pela maioria das pessoas. A importância do executivo (a) para alavancar a credibilidade das empresas é gigante e você e as empresas precisam começar a trabalhar isso do jeito certo de uma vez por todas. Eu falo que visibilidade é diferente de autoridade, falo também que Marca Pessoal, Personal Branding é autoconhecimento e estratégia - analise o caso do presidente do McDonald's.
Ele deve ser um excelente gestor para ser CEO do McDonald's global, mas vamos combinar que ele não tem carisma, não tem expressividade nenhuma e foi exposto a fazer uma coisa que claramente não estava confortável. E eu te pergunto: Para que finalidade? É aquele negócio de ter que fazer, ter que aparecer, ter que viralizar. Você jamais vai ver o Guilerme Bechimol (presidente da XP) fazendo esse tipo de coisa, mas vai ver ele participando de vários eventos importantes, ao lado de grandes nomes do mercado, vai ler infinitos artigos com análises dele…
Isso é trabalhar uma marca pessoal com estratégia e intencionalidade gente. A galera colocou o "pobre” do presidente na maior saia justa e CLARO que o mercado caiu de pau e o deram de bandeja pro maior concorrente tripudiar - o Burguer King.
Para quem tem negócio próprio, trabalhar a sua imagem como principal asset de diferenciação é a melhor estratégia.
Para quem trabalha em empresa, principalmente no C-Level, alinhar a sua reputação com a empresa é uma relação de ganha ganha. Para isso, autoconhecimento e posicionamento de ambas as partes é fundamental.
Para as empresas que ainda não entenderam que é preciso trabalhar a imagem e reputação dos seus executivos está perdendo espaço para a concorrência.
Quem trabalha sua liderança inspiradora constrói comunidade - seus colaboradores principalmente, mas veja o que a Marca Pessoal da Karla Cimed construiu? Pra mim, o maior case de marca pessoal do Brasil é ela !
Para você construir sua Marca Pessoal forte, sem fazer autopromoção, você tem que colocar sempre o cliente em primeiro lugar ( lembra do João Branco?) - uma dose cavalar de EMPATIA e se perguntar, o que eu levo de valor para as pessoas? O que eu ensino? Não é mostrar seu case de sucesso pra ele ver que você é maravilhoso (a), é para ensinar alguma coisa - o que deu certo, o que não deu certo, sua linha de pensamento, qualquer coisa que seja mais relevante do que seus números somente.
A maior pergunta que a maioria faz. é: POR ONDE COMEÇAR? Pergunte-se:
Para que eu quero me posicionar? O que eu tenho para compartilhar? Quem pode se beneficiar com isso?
Rapidinhas
Marketing está resgatando seu lugar no board das empresas, mas para isso precisa aprender a falar a linguagem deles. A primeira coisa é se debruçar no negócio, falar de receita, fazer ações que mexem o ponteiro do negócio.
Marketing é uma área verticalizada, tem que trabalhar com todas as áreas, primordialmente o comercial. É um trabalho conjunto galera, tem que estar todo mundo alinhado e trabalhando na mesma direçao.
Palavra -chave é CONTEXTO. Seja para tirar o melhor resultado das AIs como para fazer campanhas personalizadas que dêem resultado.
Depto de Marketing como orquestrador de receita tomando muita força
Foco muito maior em LTV ( Life time value - quanto tempo o cliente permanece na casa e consumindo) do que na geranção de leads.
Se você não tem o básico de organização de dados bem feito até agora, pára tudo pra começar a arrumar a casa.
Uso inteligente de dados é antecipar a dor do cliente e não empurrar produto.
Quem ainda não entendeu a jornada do seu cliente, também pode parar tudo e começar a estudar isso. Não saia querendo fazer ações táticas sem mapear tudo isso, gente. É dar tiro no pé e perder dinheiro.
Quanto mais você entende a jornada e os pontos de contato do cliente, você pode construir uma jornada de experiências memoráveis, antecipar dores, solucionar problemas, mapear cross sell e assim por diante.
Nossa, vi muita gente ainda usando muito NPS para se basear na satisfação do cliente- mas vi uma maturidade maior do CMO do Botafogo quando diz que além do NPS, junto com ele, passou a rodar pesquisa para entender o nível de relevância e utilização de produtos e serviços. Por exemplo - um welcome kit era legal receber, mas o nível de relevância era menor do que descontos em bebidas no estádio por exemplo. Ou seja, o cliente pode gostar de um produto ou serviço, mas no dia a dia o que é realmente mais útil ou importante para ele? Isso direciona seu sistema de priorização de ações.
Branding sem performance é vaidade. Performance sem branding é somente mídia cara
Desconto é o importo de uma marca fraca - amei essa frase!!!!
Teve um palco só de AI, vi algumas coisas e o que me chama sempre muita atenção é que as pessoas querem apertar um botão e a AI vai fazer o seu trabalho. Se você acha isso ou deseja isso, vou te falar que você está fadado ao fracasso e são pessoas com essa mentalidade que a AI vai roubar o trabalho
Uma mediadora perguntou: “Quando você acha acha que a gente vai começar a delegar decisões estratégicas para a AI"? E ai eu penso que as pessoas querem embotar a inteligência, o pensamento crítico, o raciocínio, a criatividade, tudo o que nos diferencia da AI! Pelo amor de Deus, gente, a AI é um acelerador de trabalho, é uma ferramenta - ela não tem que pensar por você.
Bom, eu espero que você tenha gostado desse conteúdo e que tenha trazido um insight ou uma reflexão para ajudar a construir um negócio lucrativo, rentável e longevo. Quarta-feira tem mais!
Se você tem um amigo(a) que poderia também se beneficiar, encaminhe a news para ele(a)!
Se você sente que é o momento de construir, reforçar ou reposicionar a sua marca, nós podemos lhe ajudar. Somos especialistas em transformar empresas e pessoas em marcas de alto padrão que refletem autoridade, aumentam a percepção de preço e atraem clientes de maior valor.
Com carinho,
Taissa Cruz 🤎🥐
Branding com Alma, Método
Vamos nos conectar no LinkedIn e no Instagram? Lá eu compartilho análises e dicas mais rápidas sobre o universo do branding e marketing .


